A agência de crédito Experian foi obrigada a parar de compartilhar dados pessoais de milhares de pessoas sem consentimento. O fato é que a agência foi denunciada por ter vendido dados pessoais para empresas para facilitar a identificação de possíveis pagadores de bens e serviços, incluindo partidos políticos, que podem direcionar campanhas conforme o público alvo.

A agência terá o prazo de 9 (nove) meses para se adequar as exigências ou poderá ser multada em £20milhões ou até 4% do seu faturamento geral (aplicado o que for superior).

Essa acusação foi resultado de dois anos de intensa apuração, com início através da reclamação do grupo Privacy Internacional (que tem o objetivo de promover o direito humano à privacidade em todo mundo).

A Experian, Equifax e TransUnion processam quantidade expressiva de dados e fornecem para as pessoas a possibilidade de verificarem seu score de crédito para efetuarem transações com instituições financeiras e fintechs. Porém, os processamentos desses dados são “invisíveis”, desconhecidos pelos titulares. Os dados pessoais têm valor incalculável e quando negociados como ocorreu, agregam riqueza para o negócio, pois através deles é possível realizar perfilamentos e fornecimento de serviços e produtos para um público específico. Essas agências e todos que utilizam dados pessoais devem utilizar como ponto fundamental a transparência, mantendo os titulares dos dados pessoais informados do que acontece. E caso os dados tenham sido coletados em desconformidade com o regulamento próprio, devem ser parar imediatamente o processamento e excluí-los.