O Bitcoin, a criptomoeda queridinha do mercado financeiro, é uma moeda digital utilizada em negociações pela internet, sendo caracterizada pela sua rápida valorização.

Nos últimos dias, a criptomoeda foi alvo de polêmicas quanto à sua sustentabilidade, visto que sua mineração, ou seja, o processo de formação do bitcoin, requer o consumo de uma grande quantidade de energia, gerando assim diversos impactos ambientais.

A mineração do bitcoin ocorre por meio da utilização de computadores de alto desempenho que trabalham incessantemente com a resolução de problemas matemáticos, ficando estes mais complexos com o passar do tempo e sendo sua solução recompensada com frações de bitcoins.

No entanto, tais máquinas consomem grandes quantidades de energia para seu funcionamento diário, gerando assim um aumento brusco no consumo energético em decorrência do crescimento exponencial da mineração de bitcoin.

O referido aumento ameaça o meio ambiente, visto que estima-se que em alguns meses a demanda energética originada pela mineração do bitcoin ultrapassará a quantidade de energia disponível, tornando necessária a criação de novos geradores elétricos.

Ademais a maior preocupação decorre da tendência dos mineradores de bitcoin recorrerem à utilização de fontes de energia não renováveis, como a gasolina e a nuclear, em caso de sobrecarga das energias limpas, acarretando em um impacto direto na emissão de CO² e na contenção do aquecimento global.

Os impactos são tão preocupantes que Elon Musk, CEO da Tesla, que inicialmente defendeu a criptomoeda, anunciou que não aceitará mais o bitcoin como forma de pagamento, o que afetou imediatamente a sua cotação.